1. Entenda a sociedade à luz do princípio da subsidariedade. Aquilo que é da competência da família não é competência, por exemplo, do Estado, e vice-versa.
  2. Assuma o casamento e o compromisso com a sua mulher e tenha, pelo menos, dois filhos.
  3. Sendo casado e com filhos, faça todo o possível para que a sua mulher possa ficar tranquila em casa a cuidar do lar e dos filhos. Ou, em alternativa e em máxima concessão, ela poderá ter um trabalho em tempo parcial [part-time].

  4. A lei portuguesa permite o ensino-em-casa dos seus filhos. Se, por qualquer razão, não for possível adoptar o ensino-em-casa para os seus filhos, acompanhe de muito perto a forma com os seus filhos são educados na escola pública; e se não lhe agradar a educação recebida na escola, mude os seus filhos de escola. Em última análise, adopte o sistema de troca directa e cooperação com os vizinhos e /ou distributistas, juntando as crianças de várias famílias em um sistema comum de ensino-em-casa e contratando uma professora privada.
  5. O trabalho vem depois da família. Primeiro a família, e depois o trabalho. Se o seu patrão não compreender isto, tente trabalhar por conta própria e mande o patrão dar uma volta ao bilhar grande.
  6. Não trabalhe ao Domingo. Dedique este dia da semana inteiramente à família.
  7. Compre produtos agrícolas e/ou manufacturados de produtores locais, regionais e nacionais [por esta ordem de preferência, e de preferência,directamente dos produtores].


Adenda: não aprecio o termo Distributismo, porque é um “ismo”, e porque a corrente ideológica distributista vulgar e comum tende a situar a sua origem no século XIX e proveniente da mesma vergôntea do socialismo francês desse século --- ao passo que a sua origem real pode ser encontrada nas teorias sociais da Idade Média.
Portanto, a minha teoria distributista é diferente daquela que pulula por aí. Antes de mais nada, o Distributismo é uma filosofia de vida com impacto na economia política, e não uma teoria económica com impacto no modus vivendi.