sexta-feira, 30 de novembro de 2012

A nova face da esquerda brasileira: o “governismo lulista”


A nova face da esquerda brasileira: o “governismo lulista”
http://deveresedireitoshumanos.blogspot.com.br/2012/11/a-nova-face-da-esquerda-brasileira-o.html

terça-feira, 20 de novembro de 2012

A chegada de Toffoli confirma que a Era da Mediocridade contaminou o Supremo

A chegada de Toffoli confirma que a Era da Mediocridade contaminou o Supremo



O post com o título Três Poderes sem pudores, publicado em 1° de outubro, resumiu em seu fecho o que o colunista e a imensa maioria dos comentaristas achavam da promoção de José Antonio Dias Toffoli, chefe da Advocacia Geral da União, a ministro do Supremo Tribunal Federal:
Conjugados, o atrevimento do Executivo, o cinismo do Legislativo e a hipocrisia do Judiciário acabam de infiltrar no STF um bacharel que seria reprovado com desonra em qualquer exame oral de colégio. Fora o resto. Os três Poderes parecem ter perdido os derradeiros pudores.

Tal conclusão foi confirmada, pouco depois da estreia, por um voto de Toffoli publicado sem revisão pelo site Consultor Jurídico. A leituira do besteirol piorou a sessão em que o Supremo manteve a censura imposta ao Estadão pelo desembargador Dácio Vieira, alojado por José Sarney no Tribunal de Justiça do Distrito Federal. O conteúdo denuncia uma alma torturada à caça de pretextos para violar a Constituição. A forma escancara a cabeça em tumulto de quem sabe quase nada a respeito do que escreve e não respeita a língua portuguesa.

O texto naufraga não por excesso de expressões em juridiquês, mas por falta de raciocínio lógico. Confiram três trechos reproduzidos sem correções de nenhuma espécie:

“(…) Assim, se entendermos que caberá a reclamação mesmo fora das hipóteses constante da parte dispositiva, qual seja, caso o fundamento da decisão reclamada seja lei ou dispositivo outro, que não a finada lei de imprensa, passará o STF a julgar diretamente, afrontando o sistema processual recursal, toda causa cuja matéria seja a liberdade de imprensa ou de expressão, como se o decidido na ADPF 130 tivesse esgotado a análise de compatibilidade de toda e qualquer norma infraconstitucional que trate do tema da liberdade de imprensa e da liberdade de expressão”.

“(…) Acaso a decisão reclamada estivesse fundada na Lei de Imprensa, não teria dúvida nenhuma em conhecer da reclamação como ação constitucional apta a fazer valer o quanto decidido pelo STF na ADPF n.º 130. Mas se disso não se trata, não cabe reclamação. E, no modelo de controle de constitucionalidade brasileiro, todo juiz e Tribunal têm competência para analisar a compatibilidade de uma Lei em face do ordenamento constitucional vigente, aplicando-se ao caso concreto a lei, desde que compatível com a Constituição, ou afastando-a, caso incompatível. Trata-se como todos sabemos ─ nesta hipótese ─ do controle difuso de constitucionalidade, que é feito diante de uma demanda concreta e subjetiva posta em juízo por alguma parte interessada”.

“(…) Mas, na hipótese do julgamento da ADPF n.º 130, houve nos diversos votos proferidos fundamentos múltiplos. Muito embora a conclusão majoritária seja em dado sentido, isso não significa que as “razões” ou “fundamentos”, tenham obtido a maioria, muito menos que foram elas submetidas a escrutínio. A segurança jurídica e a responsabilidade devem pautar e ser características a todo o Poder Judiciário. Tratando-se de uma Suprema Corte, que julga em última instância, a cautela, a responsabilidade e a segurança jurídica devem ser ainda mais presentes”.

“Seguramente, é uma pessoa qualificada”, disse de Toffoli o ministro Gilmar Mendes no mesmo dia em que o Senado, depois da sabatina que não houve, oficializou a indicação feita por um presidente da República que nunca estudou. Se continua pensando assim, Gilmar não sabe julgar. Se nunca acreditou no que disse, resolveu brincar com coisa séria.

Toffoli não é o primeiro a ganhar uma toga imerecidamente. Mas é o único ministro da história que, além de não saber o que diz, não consegue escrever coisa com coisa. A praga da mediocridade já infesta o Supremo.

Fonte: http://veja.abril.com.br/blog/augusto-nunes/direto-ao-ponto/a-praga-da-mediocridade-ja-infestou-o-supremo/



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Jurista alemão afirma que jornal FOLHA DE SÃO PAULO manipulou declarações e fabricou notícia que favoreceram os mensaleiros condenados (As propagandas do governo federal consegue mudar qualquer editorial e ideologia naturalista de qualquer jornal e mídia - Prof. Luis Cavalcante)

19/11/2012 às 20:15 \ Direto ao Ponto

Jurista alemão afirma que jornal manipulou declarações e fabricou notícia que favoreceram os mensaleiros condenados


Na edição de 11 de novembro, a Folha de S. Paulo amparou-se em declarações atribuídas ao jurista alemão Claus Roxin, um especialista na teoria do domínio do fato, para socorrer na página 5 os condenados no julgamento do mensalão. Participação no comando do esquema tem de ser provada, diz o título da reportagem que promoveu um desfile de frases muito animadoras para os companheiros punidos pelo Supremo Tribunal Federal. Por exemplo: “Roxin diz que essa decisão precisa ser provada, não basta que haja indícios de que ela possa ter ocorrido”,
Neste domingo, um esclarecimento público redigido por alunos de Roxin a pedido do professor, publicado no site Consultor Jurídico, atestou que a reportagem assinada por Cristina Grillo e Denise Menchen é tão verdadeira quanto um depoimento de Paulo Maluf sobre contas em paraísos fiscais (leia a íntegra na seção Feira Livre). Durante a conversa ocorrida no Rio no fim de outubro, informa o texto, em nenhum momento o jurista associou perguntas e respostas ao julgamento em curso no STF, que não tem acompanhado e cujo conteúdo mal conhece.

“O professor se limitou a repetições das opiniões gerais que ele já defende desde 1963, data em que publicou a monografia sobre “Autoria e domínio do fato” (Täterschaft und Tatherrschaft)”, explicam os autores do esclarecimento. Roxin se declarou especialmente perplexo com o seguinte espasmo de criatividade das jornalistas que assinam a reportagem: “O jurista alemão disse à Folha que os magistrados que julgam o mensalão não tem (sic) que ficar ao lado da opinião pública, mesmo que haja o clamor da opinião pública por condenações severas’”, .

O esclarecimento público resgata a verdade: “A Folha já havia terminado suas perguntas quando um dos participantes (da mesa-redonda na Universidade Gama Filho), em razão de uma palestra em uma escola para juízes (a EMERJ) que Roxin proferiria, indagou se havia alguma mensagem para futuros juízes, que, muitas vezes, sofrem sob a pressão da opinião pública. O professor respondeu a obviedade de que o dever do juiz é com a lei e o direito, não com a opinião pública”.

Além de demolir a reportagem, o texto desmonta uma invencionice: Roxin se espantou “ao ler, no dia 18 de novembro de 2012, notícia do mesmo jornal em que consta que ele teria manifestado “interesse em assessorar defesa de Dirceu”. O professor afirma tratar-se de uma inverdade. O professor declara tampouco ter interesse em participar na defesa de qualquer dos réus. Segundo ele, não só não houve, até o presente momento, nenhum contato de nenhum dos réus ou de qualquer pessoa a eles próxima; ainda que houvesse, o professor comunica que se recusaria a emitir parecer sobre o caso, que desconhece quase por completo”.

Em resumo: Claus Roxin não acompanha o julgamento do mensalão, não está interessado no assunto, não fez comentários sobre o caso, não analisou o desempenho dos ministros do STF, não foi convidado para assessorar advogados de defesa de qualquer condenado e, se for convidado, recusará. Os leitores do jornal aguardam explicações. Se é que existem.

Fonte: http://veja.abril.com.br/blog/augusto-nunes/direto-ao-ponto/777771/



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sábado, 17 de novembro de 2012

Dinheiro público brasileiro do governo petista para apoiar terrorista do Hamas. Tarso Genro resolveu fazer parte da guerra e escolher um lado


A reação de Israel. Ou: Tarso Genro resolveu fazer parte da guerra e escolher um lado

Só nesta sexta-feira, o Hamas, que governa e controla a Faixa de Gaza, disparou 190 foguetes contra Israel. Um deles caiu nos arredores de Jerusalém – nada menos! O alvo era o Parlamento. A chuva de mísseis, na verdade, nunca cessou. O governo israelense decidiu reagir. Na quarta-feira, um ataque cirúrgico matou o terrorista e chefe militar do Hamas, Ahmed Jabari. Gaza está sendo alvo de ataques aéreos. Considera-se grande a possibilidade de uma incursão terrestre. Que alternativa os terroristas deixaram ao primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu?
O curioso é que se especula, aqui e ali, por que Netanyahu reagiu só agora. “Esperou a eleção americana”, dizem alguns. “Está de olho nas eleições israelenses de janeiro, quando pode ser referendado no cargo ou dele defenestrado”, dizem outros. Muito bem! Digamos que esses cálculos tenham também instruído a decisão, pergunto: é ilegítimo que o Estado de Israel decida a hora mais oportuna de reagir?
Também andei lendo que esse momento mais agudo da crise teve início com o decisão de Israel de eliminar Jabari. Mentira! O governo israelense reagiu à intensificação dos ataques organizados e executados pelo Hamas. Desta feita, os terroristas que governam Gaza nem se ocuparam de atribuir a iniciativa a grupos ainda mais radicais. Aqueles que muitos pretendem ver admitidos como parte legítima da negociação israelo-palestina assumem que tentaram jogar um foguete contra o… Parlamento israelense! Que país do mundo suporta esse tipo de ataque sem uma reação exemplar?
Por que o Hamas se sente fortalecido? Ora, por causa do novo momento – isso que chamam “Primavera Árabe”. O primeiro-ministro do Egito, Hisham Qandil, visitou Gaza, manifestou apoio integral aos terroristas e ainda teve tempo de segurar uma criança morta, supostamente atingida pelos bombardeios israelenses. Qandil e o presidente egípcio, Mohamed Mursi, pertencem à Irmandade Muçulmana, de onde brotou o Hamas.
Então vejam que curioso: quando o Hamas estava sob o comando indireto do ditador Bashar Al Assad, jogava seus mísseis contra Israel. Mandou o antigo aliado às favas – quem ainda aposta nele? – e resolveu integrar a nova metafísica influente da região. Como consequência, sente-se mais livre para… jogar ainda mais mísseis contra Israel!
Tarso Genro
É nesse ambiente que se vai realizar em Porto Alegre, entre 28 de novembro e 1º de dezembro, com o apoio do governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro (PT), o Fórum Social Mundial Palestina Livre, que, entre outras delicadezas, prega um boicote internacional a Israel e defende como legítimas as ações do Hamas contra o país.
De maneira clara, aberta e deliberada, Tarso está investindo dinheiro público num evento que apoia ações terroristas contra um país com o qual o Brasil mantém relações diplomáticas. Numa nota que chega a ser cínica, o petista sugere que dá suporte à realização do encontro sem se comprometer com a sua pauta. Tarso é mesmo um homem inovador: dá apoio material a um evento que defende os atos de um grupo terrorista, mas sem sujar as mãos de sangue…
Nos próximos dez, 11 dias, o mais provável é que a crise se acirre. Tarso resolveu dar a sua contribuição à história, atraindo para o Brasil os amigos do Hamas.

Por Reinaldo Azevedo





(Reinaldo Azevedo)

Só nesta sexta-feira, o Hamas, que governa e controla a Faixa de Gaza, disparou 190 foguetes contra Israel. Um deles caiu nos arredores de Jerusalém – nada menos! O alvo era o Parlamento. A chuva de mísseis, na verdade, nunca cessou. O governo israelense decidiu reagir. Na quarta-feira, um ataque cirúrgico matou o terrorista e chefe militar do Hamas, Ahmed Jabari. Gaza está sendo alvo de ataques aéreos. Considera-se grande a possibilidade de uma incursão terrestre. Que alternativa os terroristas deixaram ao primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu?

O curioso é que se especula, aqui e ali, por que Netanyahu reagiu só agora. “Esperou a eleição americana”, dizem alguns. “Está de olho nas eleições israelenses de janeiro, quando pode ser referendado no cargo ou dele defenestrado”, dizem outros. Muito bem! Digamos que esses cálculos tenham também instruído a decisão, pergunto: é ilegítimo que o Estado de Israel decida a hora mais oportuna de reagir?

Também andei lendo que esse momento mais agudo da crise teve início com o decisão de Israel de eliminar Jabari. Mentira! O governo israelense reagiu à intensificação dos ataques organizados e executados pelo Hamas. Desta feita, os terroristas que governam Gaza nem se ocuparam de atribuir a iniciativa a grupos ainda mais radicais. Aqueles que muitos pretendem ver admitidos como parte legítima da negociação israelo-palestina assumem que tentaram jogar um foguete contra o… Parlamento israelense! Que país do mundo suporta esse tipo de ataque sem uma reação exemplar?

Por que o Hamas se sente fortalecido? Ora, por causa do novo momento – isso que chamam “Primavera Árabe”. O primeiro-ministro do Egito, Hisham Qandil, visitou Gaza, manifestou apoio integral aos terroristas e ainda teve tempo de segurar uma criança morta, supostamente atingida pelos bombardeios israelenses. Qandil e o presidente egípcio, Mohamed Mursi, pertencem à Irmandade Muçulmana, de onde brotou o Hamas.

Então vejam que curioso: quando o Hamas estava sob o comando indireto do ditador Bashar Al Assad, jogava seus mísseis contra Israel. Mandou o antigo aliado às favas – quem ainda aposta nele? – e resolveu integrar a nova metafísica influente da região. Como consequência, sente-se mais livre para… jogar ainda mais mísseis contra Israel!

Tarso Genro

É nesse ambiente que se vai realizar em Porto Alegre, entre 28 de novembro e 1º de dezembro, com o apoio do governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro (PT), o Fórum Social Mundial Palestina Livre, que, entre outras delicadezas, prega um boicote internacional a Israel e defende como legítimas as ações do Hamas contra o país.

De maneira clara, aberta e deliberada, Tarso está investindo dinheiro público num evento que apoia ações terroristas contra um país com o qual o Brasil mantém relações diplomáticas. Numa nota que chega a ser cínica, o petista sugere que dá suporte à realização do encontro sem se comprometer com a sua pauta. Tarso é mesmo um homem inovador: dá apoio material a um evento que defende os atos de um grupo terrorista, mas sem sujar as mãos de sangue…

Nos próximos dez, 11 dias, o mais provável é que a crise se acirre. Tarso resolveu dar a sua contribuição à história, atraindo para o Brasil os amigos do Hamas.



Por Reinaldo Azevedo
http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/a-reacao-de-israel-ou-tarso-genro-resolveu-fazer-parte-da-guerra-e-escolher-um-lado/





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terça-feira, 13 de novembro de 2012

Contra Dobzhansky, Kirschner 'falou e disse': a evolução não é a base fundamental da biologia!!!


Contra Dobzhansky, Kirschner 'falou e disse': a evolução não é a base fundamental da biologia!!!
http://biologiareformacional.blogspot.com.br/2012/11/contra-dobzhansky-kirschner-falou-e.html

(Vídeo) - A Câmara Municipal de Marília errou ao conceder o título de cidadão ao INIMIGO DE DEUS - JEFFERSON APARECIDO DIAS do Ministério Público Federal. Estado Laico SIM, Estado Laicista NÃO. Por um Estado Laico Cristão e não um Estado Laico Laicista Agnóstico e Ateu.




Fonte via: http://www.diariodemarilia.com.br/Noticias/108191/Cmara-homenageia-procurador-com-ttulo-de-cidado-mariliense

MPF quer retirar frase ‘Deus seja louvado’ das notas de reais

Procuradoria pediu à Justiça que determine à União a retirada da expressão

A Procuradoria da República no Estado de São Paulo pediu à Justiça Federal que determine a retirada da expressão “Deus seja louvado” das cédulas de reais.

A ação pede, em caráter liminar, que seja concedido à União o prazo de 120 dias para que as cédulas comecem a ser impressas sem a frase, anunciou nesta segunda-feira (12) a procuradoria. Dessa forma, a medida não gerará gastos aos cofres públicos, diz o Ministério Público Federal em São Paulo.

“O Estado brasileiro é laico e, portanto, deve estar completamente desvinculado de qualquer manifestação religiosa”, cita a procuradoria, como um dos principais argumentos da ação.

Uma das teses da ação é que a frase “Deus seja louvado” privilegia uma religião em detrimento das outras. Como argumento, o texto cita princípios como o da igualdade e o da não exclusão das minorias.

O procurador regional dos Direitos do Cidadão, Jefferson Aparecido Dias, reconhece que a maioria da população segue religiões de origem cristã (católicos e evangélicos), mas lembra que o país é um Estado laico.

A ação também pede à Justiça Federal que estipule multa diária de R$ 1,00 caso a União não cumpra a decisão. A multa teria caráter simbólico, “apenas para servir como uma espécie de contador do desrespeito que poderá ser demonstrado pela ré, não só pela decisão judicial, mas também pelas pessoas por ela beneficiadas”.

Assista ao vídeo com o comentário do Pr. Silas Malafaia e registre o seu posicionamento no Verdade Gospel.

Fonte: http://www.verdadegospel.com/mpf-quer-retirar-frase-deus-seja-louvado-das-notas-de-reais/?area=1



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Lamentável o comportamento "diabólico" do procurador Jefferson Aparecido Dias do Ministério Público Federal. Um procurador que, quando está desocupado, decide perseguir… Deus!


Um procurador que, quando está desocupado, decide perseguir… Deus!

Volte e meia, tudo indica, o procurador Jefferson Aparecido Dias, do Ministério Público Federal, fica com síndrome de abstinência dos holofotes e decide, então, inventar uma causa para virar notícia. Aprendeu, com a experiência, que dar uns cascudos em Deus — nada menos — ou na fé de mais de 90% dos brasileiros, que são cristãos, rende-lhe bons dividendos. Eventualmente ele pode juntar o combate à religião a alguma outra causa politicamente correta (já chego lá), e aí tem barulho garantido. E, por óbvio, granjeia o apoio de amplos setores da imprensa, que podem até admirar o lulo-petismo, mas acham que religião é mesmo um atraso… Acham legítima a fé num demiurgo mixuruca, mas não em Deus. Entendo. É uma questão de padrão intelectual.
A mais nova e essencial decisão deste senhor, da Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão, de São Paulo, foi entrar com uma ação civil pública para retirar das notas do real a expressão “Deus seja louvado”. É o mesmo rapaz que de mobilizou para caçar e cassar todos os crucifixos de prédios públicos, lembram-se? Também foi ele que tentou, sem sucesso, levar o pastor Silas Malafaia às barras dos tribunais quando este protestou contra o uso de santos católicos em situações homoeróticas numa parada gay. Referindo-se a ações na Justiça, o pastor afirmou que a Igreja Católica deveria “baixar o porrete” e “entrar de pau” nos organizadores do evento. O contexto deixava claríssimo que se referia a ações na Justiça. O procurador, no entanto, decidiu acusar o religioso de incitamento à violência. Era tal o ridículo da assertiva que a ação foi simplesmente extinta. Eis Jefferson Aparecido Dias! Eu o imagino levando os recortes de jornal para as tias: “Este sou eu…”
Jefferson é um homem destemido. Não tem receio de demonstrar a sua brutal e profunda ignorância. É do tipo que diz bobagens de peito aberto. Depois de gastar dinheiro dos contribuintes com a questão do crucifixo e com a tentativa de ação contra Malafaia, ele agora se volta para as notas do real. E justifica a sua ação com esta boçalidade intelectual:

“A manutenção da expressão ‘Deus seja louvado’ [...] configura uma predileção pelas religiões adoradoras de Deus como divindade suprema, fato que, sem dúvida, impede a coexistência em condições igualitárias de todas as religiões cultuadas em solo brasileiro (…). Imaginemos a cédula de real com as seguintes expressões: ‘Alá seja louvado’, ‘Buda seja louvado’, ‘Salve Oxóssi’, ‘Salve Lord Ganesha’, ‘Deus não existe’. Com certeza haveria agitação na sociedade brasileira em razão do constrangimento sofrido pelos cidadãos crentes em Deus”.
Como se nota, trata-se de uma ignorância cultivada com esmero, com dedicação, com afeto até. Jefferson é do tipo que ama as tolices que diz, o que é demonstrado pelo recurso da enumeração. Trata-se, assim, para ficar no clima destes dias, de uma espécie de continuidade delitiva do argumento.
Vamos ver.
O procurador é o tipo de temperamento que gosta de propor remédios para males que não existem, o que é próprio de certas mentalidades autoritárias. Em que a expressão “Deus seja louvado” impede “a coexistência em condições igualitárias” de todas as religiões? Cadê os confrontos? Onde estão os enfrentamentos? Apontem-me as situações em que as demais religiões, em razão dessa expressão, passaram por um processo de intimidação. Em tempo: Alá é Deus, doutor! Vá estudar!
Não sei que idade tem este senhor, mas sei, com certeza, que ele se formou na era em que o “princípio da igualdade” tem de se sobrepor a qualquer outro, mesmo ao princípio da realidade e da verdade. Ora, “Deus” — sim, o cristão! — tem, para as esmagadora maioria dos brasileiros, uma importância cultural, moral, ética e religiosa que aqueles outros símbolos religiosos não têm. Todos os brasileiros são iguais no direito de expressar a sua fé — e isso está assegurado pelo Inciso VI do Artigo 5º da Constituição, a saber:

“VI – é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias;”
Ocorre, doutor Jefferson, que a mesma Constituição que garante essa liberdade — e que assegura a liberdade de expressão, aquela que o senhor tentou cassar do pastor Malafaia — também tem o seguinte preâmbulo:

“Nós, representantes do povo brasileiro, reunidos em Assembleia Nacional Constituinte para instituir um Estado Democrático, destinado a assegurar o exercício dos direitos sociais e individuais, a liberdade, a segurança, o bem-estar, o desenvolvimento, a igualdade e a justiça como valores supremos de uma sociedade fraterna, pluralista e sem preconceitos, fundada na harmonia social e comprometida, na ordem interna e internacional, com a solução pacífica das controvérsias, promulgamos, sob a proteção de Deus, a seguinte CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL.”
Como é que o doutor Jefferson tem o topete de evocar uma Constituição promulgada “sob a proteção de Deus” para banir das notas do real a expressão “Deus seja louvado”, sustentando que ela “impede a coexistência em condições igualitárias de todas as religiões”? Doutor Jefferson é macho o bastante (em sentido figurado, claro, como o emprega o povo) para dar início a um movimento para cassar Deus da Constituição? Ou, acovardado, ele se limita a perseguir crucifixos em repartições públicas e a expressão genérica da fé em cédulas de dinheiro?
A Constituição que tem “Deus” em seu preâmbulo persegue ou protege os crentes em Oxóssi?
A Constituição que tem “Deus” em seu preâmbulo persegue ou protege os crentes em Lord Ganesha?
A Constituição que tem “Deus” em seu preâmbulo persegue ou protege os ateus?
O nome disso é intolerância. Esse mesmo procurador já tentou processar um outro pastor evangélicos que atacou o ateísmo — ainda que o tenha feito em termos impróprios. Já me ocupei de doutor Jefferson neste blog algumas vezesno passado. Quase invariavelmente, ele comparece ao noticiário tratando de questões dessa natureza, o que, fica evidente, caracteriza uma militância. O que me pergunto é se este senhor, ele sim!, por ser eventualmente ateu (e é um direito seu), não tenta usar uma posição de autoridade que conquistou no estado brasileiro para impor a sua convicção.
Maiorias, minorais e respeito

Nas democracias, prevalece a vontade da maioria na escolha dos mandatários e, frequentemente, no conteúdo das leis. Elas também se fazem presentes nos costumes e nos valores. Mas o regime só será democrático se os direitos das minorias forem garantidos. Haver na cédula do real a expressão “Deus seja louvado” significa, sim, que este é um país em que a esmagadora maioria acredita em Deus, mas não caracteriza, de modo nenhum, supressão dos direitos daqueles que não acreditam em Deus nenhum, que acreditam em vários deuses ou que simplesmente acham a religião uma perda de tempo. Em sociedade, a afirmação positiva de um valor não implica, necessariamente, a cassação da expressão de quem pensa de modo diferente.
Ora, seria mesmo um despropósito, meu senhor, que houvesse, no Brasil, com a história e com o povo que tem, algo como “Lord Ganescha seja louvado” ou “Oxóssi seja louvado” pela simples e óbvia razão de que essas, quando considerada a sociedade brasileira no seu conjunto, são crenças de exceção, que traduzem escolhas e convicções da minoria do povo. O Brasil é uma nação de maioria cristã, o que o doutor não conseguirá mudar. O que se exige é que essa nação resguarde os direitos de quem quer cultuar outras divindades e deuses ou deus nenhum. E isso está garantido pela Constituição Brasileira, promulgada “sob a proteção de Deus”.
Finalmente, o argumento de que o estado é laico — e, felizmente, é mesmo! — não deve servir de pretexto para que se persigam as religiões. Um estado laico não significa um estado ateu, que estivesse empenhado em combater as religiões. A sua laicidade é afirmativa, não negativa; ela assegura a livre expressão da religiosidade, em vez de reprimir a todos igualmente. Entendeu a diferença, doutor?
Sei que a questão parece menor, quase irrelevante. Mas não é, não! Essa é apenas uma das vezes em que supostos iluministas, falando em nome da razão, tentam impor uma espécie de censura da neutralidade ao conjunto da sociedade. Pretendem que escolhas com viés ideológico sejam apenas as alheias, a de seus adversários. Promovem permanentemente uma espécie de guerra cultural contra os valores da maioria para poder acusá-la de autoritária.
Como sabemos, a cada vez que os ingleses cantam “God save our gracious Queen” e se ouve o eco lá naquele “novo continente” — “And this be our motto: ‘In God is our trust’” —, o que se tem é a voz da ditadura cristã dominando o mundo, não é mesmo?
Deveria haver um limite para o ridículo, mas não há! Parece que o que falta ao procurador é serviço!
Texto publicado originalmente às 5h09
Por Reinaldo Azevedo

Fonte: http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/o-procurador-que-quando-esta-desocupado-decide-perseguir-deus/



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